Ser Noturno
(Fatima Dannemann)

O poeta é um ser noturno.
Se insone e solitário,
ouve as estrelas
e traduz o linguajar dos astros,
e dança a música que vem das esferas
com palavras ritimadas
ou rimadas.
Se insone, mas amado,
o poeta vibra poesia
em beijos à sua musa.
E tatua palavras no corpo amado,
fazendo poesia com os cinco sentidos.
Se dorme, o poeta invoca a amada
na penumbra etérea
que forma o mundo dos sonhos,
ele tece versos
em atos imaginários.
O poeta é um ser da noite
como a lua,
e busca no escuro do silêncio
dar forma ao mundo
que se esconde em sua alma.
O poeta, filho da lua
abençoado pelas estrelas,
vive a noite sem temer o escuro,
pois sua alma é clara
como o mais belo do dia.

(homenagem ao Cosmo Palásio)

http://solopoetas.blig.ig.com.br

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