Segue o barco... Segue a vida
(OlhosDe£in¢e)

Absorta diante do mar,
me perdi no tempo,
abracei o silêncio
e como a um filme,
revi cenas de uma vida
pautada na vivência
dos sentimentos e das emoções.

Meu olhar,
se detém no barco solitário,
que suavemente desliza
em um momento calmo do mar...

Encantada pelo instante,
acenei em busca de auxílio...
Quem sabe ele pare
e me leve para a ilha da sabedoria,
para mais uma vez tentar entender,
toda a maldade do mundo e
do ser que o habita .

No barco,
que representa a esperança da vida,
nomeei-me a comandante,
abri o mapa do coração
e escolhi com a alma,
a nova rota a seguir.

Em silêncio,
icei a âncora da esperança
e segui a rota traçada,
procurando driblar
os vendavais da maldade humana,
e do iceberg que retrata a frieza,
dos que embrenham na alma,
apenas para congelar os sentimentos,
que regem as emoções de um coração.

Na rota escolhida,
volto a sonhar...
Esperando passar pela ilha do sorriso,
pelos imensos penhascos da compreensão,
por um farol que ilumine
a chegada ao Porto da Sabedoria,
à procura de um refúgio,
que eleve a alma e o coração.

Parte o barco na diligência da vida,
parte o barco em busca da ilha procurada,
naquela em que o amor habite
na verdade do entrelace,
sem deixar adormecer
os valores e os princípios,
que regem a honesta vida humana.

É chegada a hora,
de resgatar meu mundo colorido,
que por algum tempo, viveu entre
as purpurinas de brilhos forjados,
descobertos a tempo,
pelo forte alicerce
de meus valores e de meus princípios.

Na brisa que roça o meu corpo,
respiro aliviada,
seguindo a rota traçada,
devolvendo-me o sorriso
da compreensão e da razão.

Segue o barco...
Suave e garboso como a um cisne,
avistando ao longe...
O horizonte que marca,
o encontro da paz,
com a alma e o com o coração,
devolvendo-me as cores do arco-íris.

Camboriú, 14 de novembro de 2006.

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Caminhar na palavra
(Maria Augusta Christo de Gouvêa)

Caminho a esmo ou em alguma direção?
Meus passos levam-me ou eu os dirijo?
E, assim, de indagação a indagação, persigo a palavra.
Esta tirana, que a cada vez que a encontro foge
e deixa-me outra em seu lugar.
Tenho que decidir o que fazer com esta nova personagem,
que se incorpora ao meu pensar.
Ou ao meu viver.
De palavra em palavra, vou construindo um mundo particular
 e que nada tem a mais do que todos os mundos.
Quero! Imponho-me ao seu significado e ela será,
para sempre, minha escrava.

Meu caminho não é o meu caminho.
Meus passos não são meus passos.
Só as respostas serão, para mim, consistentes,
e eu as busco a cada instante de vida.
_Instante- palavra de tão grande dimensão,
mesmo com a falsa idéia de fugacidade.
Sou fugaz e sou eterna.
E, nesta dualidade, despedaço-me de encontro com a palavra,
esta personagem da qual dependo, seja para chorar
ou desfazer-me em gargalhadas.
Não guardo lágrimas, porém, elas teimam em acompanhar-me.
Quero guardar as gargalhadas, mas covardes, elas se vão para outras faces,
 deixando-me apenas o rítus de sua passagem.
Sua passagem barulhenta e atordoante, que abandona a ação, tão logo se solta.
Qual prisioneira, foge e vai a busca de outras bocas distraídas.

Meu caminho é meu, somente meu!

No meu caminho não há lugar para quem não se encontra,
ou mesmo,não se procura.
Passo a passo, saio em busca da companheira que me
desvendará o mistério que tento decifrar:
Eu mesma!
Enigmática, num insano brincar de esconde-esconde, ela vem e vai,
com seu sorriso cínico de quem tem o poder.
Ela sabe como a necessito, mas, avara, nega-se a desvendar seu mistério,
sua força, que me tornaria mais humana e, talvez, menos morta.

Meu caminho é meu, e só meu!...

BH - 21/11/06
 

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