Texto Intimista 

A última madrugada de 2005
(OlhosDe£in¢e)
 

A última madrugada do ano de 2005, teve seu início marcado por fogos de artifícios, antecipando a chegada do novo ano.
Olho para o alto e observo com um sorriso discreto, a chuva colorida de luzes que embelezam o céu. Naquele exato momento, iniciava-se o 365.º dia do ano de 2005.
Era o começo do término de mais um ano de alegrias somadas e de tristezas vividas.
Muitos momentos que se foram, serão guardados no baú da saudade, e as lições aprendidas,  com certeza estarão no livro de minha história, para serem usadas no presente.
Eis que inicio as minhas horas da última madrugada do ano em companhia do mar e do céu que aos poucos vai ficando salpicado de estrelas.
Como que por ironia, a lua não virá. Justamente ela que ilumina os meus sonhos! Imagino que ela esteja se preparando para nos próximos dias colocar seu vestido de luzir crescente para apresentar-se diante de meu olhar sonhador.
Estou prestes a terminar o ano aprendendo a esperar pela lua e pelo amor.

Meu olhar sutilmente acompanha o bailado quase que sereno das ondas que vem beijar a areia, como que querendo fazer do adeus da última madrugada do ano, um ato de perdão.
O mar em sua imensidão está sereno. As ondas são tão mansas que onduladas banham com movimentos de carícias o tapete de areia.
Momento encantado para  mim, que embalada na saudade, em uma atitude de desafio, remexo nas lembranças de um ano prestes a terminar. Folheando o compêndio do aprendizado,  vou filtrando e recolhendo as valiosas lições que ajudaram-me a lapidar um pouquinho a  alma.
Em momento de reflexão alinho as alegrias, as tristezas,  as decepções e os 364 dias são repassados em filme na minha memória. Vou recolhendo no cesto das lembranças, cada uma das lições aprendidas.

Confortavelmente da sacada em que me encontro, namoro o mar. Transporto-me às estrelas e me ponho a delinear novos sonhos. O barulho do mar a minha frente combina com as estrelas que parecem piscar a cada olhar meu. Baixinho a melodia ímpar de um saxofone mistura-se ao murmúrio do mar. Sinto me envolver em uma magia  indescritível. É lindo o momento!

Ainda sei que a luz do sol  espera-me, para enviar  o seu último sorriso de 2005.
E por fim, penso:  Mais um ano que termina. Mais uma licença do Pai Maior, para que eu continue a respirar e a aprender a desmembrar a beleza da vida.
São exatamente 3h25  de 31 de dezembro de 2005. A madrugada é minha cúmplice neste momento, permiti-me continuar a namorar o mar e contar as estrelas. Cada vez mais me conscientizo que  a escrita, as estrelas e o mar serão eternamente meus companheiros inseparáveis.

Assim escolho viver...


Itapema, 31 de dezembro de 2005
 


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