Texto de opinião
Cidade virtual
Marilda Diorio (OlhosDe£in¢e)
 

Há um espaço especial que ocupa o universo virtual e que aos meus olhos descortina-se como uma cidade.
Cidade essa que, ao longo de minhas andanças virtuais, continua abrindo cortinas em que se apresentam emoções nas mais diversas áreas do sentimento, mais precisamente alegrias e algumas tristezas chamuscadas por decepções muito mais fortes do que na vida real. Nessa cidade, usa-se primordialmente o coração e a alma, pois não temos o olho no olho, mas sim letras que expõem a essência de cada presença que se encontra nas vias virtuais.
Na cidade virtual, quem é do bem expõe a sua alma em completa transparência. Esquece que neste espaço, também existem a maldade, a inveja, a hipocrisia, a soberba e muito outros substantivos pertencentes à família do mal. Mas o bom das andanças virtuais é que se aprende constantemente com os deslizes, com a ingenuidade e, principalmente, com os sentimentos do amor e amizade, a encontrar a rua infinita do bem-estar, da satisfação e do carinho verdadeiro.
Muitas vezes, ficamos perplexos ao saber que a presença de quem pensávamos ser amiga, faz suas teias, distribuindo atitudes felinas na sombra do pvt, alimentado por seus semelhantes.
Depois de experimentar a dor de grandes feridas, que cicatrizam adormecendo as mágoas aprende-se diferenciar a presença de quem veio para somar boas amizades e bons conhecimentos culturais.
Os anos de convivência virtual ensinam-nos a entender o porquê de encontrarmos uma presença, de trocarmos alguns comentários e de repente ela se dispersa. É presença que não afina com nossa alma e que na verdade está em busca de outros caminhos.
Aprendi também a caminhar pelas ruas virtuais apreciando as vitrines, em que excelentes sites divulgam a sua performance nos mais variados estilos, na área poética e cultural. Há poetas e formatadores que se esmeram na criatividade e qualidade em seus recantos, levando ao leitor um mundo encantado de desfrute poético, em que se fica horas a vasculhar seus cômodos para o deleite da boa leitura.
Em cada rua, em cada esquina que se dobra, há sempre um novo cantinho despertando o interesse do nosso olhar. Caminhamos no infinito e acabamos encontrando presença nos mais variados países. A distância geográfica no virtual não existe, as bandeiras de variadas cores fazem par com a nossa e as diferenças culturais são acréscimos ao nosso conhecimento.
A cidade virtual nos leva a caminhar e também, em determinados momentos, a flutuar construindo sonhos e recolhendo pérolas, formando um bonito colar de amigos preciosos.
Depois de um certo tempo, compreendemos que o mundo virtual é composto de bem e de mal; que o bem, a gente abraça, e que o mal, a gente abomina.
A cidade virtual faz do seu espaço um mundo de presenças que brilham naturalmente ou que se tornam breu por suas próprias ações.
Quem consegue entender esta química virtual tem sorriso feliz, luz no olhar e paz para transitar nas ruas dessa metrópole.

Balneário Camboriu, 22 de julho de 2010,
às 23h50.

 


Música:-TemaDeCristina
Execução musical: BriamonteOrchestra
 

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