Almas
 (Humberto Rodrigues Neto)

Ah... quão estranha faz-se a alma humana
nos multifários prismas que apresenta:
se em fúria muitas vezes se espaventa,
em outras, quanto bem de si promana !

Por mais que se a interrogue e mais se a estude,
traz de ancestres passados cada indício:
no mesmo afã com que disfarça um vício,
realçar procura, sempre, uma virtude.

Quantas delas no amor andam imersas!
Quantas outras ruminam maus instintos!
Provêm do mesmo Deus, mas quão distintos
são os fluidos que as concebem tão diversas!

Pois foi assim que o mesmo eflúvio prisco
- no ver do autor destas modestas odes –
plasmou de ira o coração de Herodes,
e o plasmou de bondade em São Francisco!

São Paulo / Brasil
 
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Créditos:
 Midi:Ernesto Cortazar:the_pianist_is_playing_our_song
Imagem: Fazenda Santa Rita (uso exclusivo
do site OlhosDeLince. Proibido uso e reprodução)
 

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                        Foto digital: Silvane Sabóia